segunda-feira, 23 de novembro de 2009

INDUSTRIALIZAÇÃO DO JAPÃO

O Japão é atualmente a segunda maior economia do planeta. Conseguiu emergir dos destroços deixados pela Segunda Guerra Mundial tornando-se umas das economias mais importantes do planeta. Seu processo de industrialização explica esse vertiginoso crescimento.

ORIGENS DO PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO


Do séc. XVII ao séc. XIX o Japão foi governado pelo clã Tokugawa, país isolado do mundo exterior. Em 1639, sob o Xogunato Iyemitsu (regime militar feudal), iniciou-se um período de reclusão em que os japoneses não poderiam sair do território e os estrangeiros eram proibidos de entrar. A única exceção eram as trocas comerciais feitas com holandeses. Em 1853, os Estados Unidos aportam no Japão pondo fim ao isolamento do país e encontram um país ainda feudal e defasado economicamente. Em 1854, os EUA forçam a abertura do Japão através da assinatura do tratado de Kanagawa, fato que influencia na aceleração da desintegração do sistema feudal vigente. Em 1868 é dado fim ao domínio do clã Tokugawa.

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No final do séc. XIX os Estados Unidos emergem como potência e se lançam a busca de pontos estratégicos no Oceano Atlântico e no Pacífico. Desde então o Japão se torna um país muito importante. Entretanto, os interesses da elite japonesa se chocam com os interesses estrangeiros e o Japão inicia um período de viabilização da sua industrialização com intervenção do Estado na economia e do militarismo. Assim como a Alemanha e a Itália, o Japão é um país de capitalismo e imperialismo tardio, e em conseqüência, ocorre uma aliança entre esses três no contexto da 2ª Guerra Mundial, formando o eixo Berlim-Roma-Tóquio, na tentativa de dominar o mundo. Nesse momento, a maior pretensão do Japão é dominar territórios que viabilizassem sua expansão econômica.

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A industrialização e modernização só irá ocorrer efetivamente em 1868 com o fim do Xogunato e restauração do império com ascensão do imperador Mitsuhito, dando início à Era Meiji. Essa Era foi de fundamental importância para a arrancada industrial do Japão, pois caracterizou-se pela implantação de políticas modernizantes como:
» investimentos na criação de infra-estrutura;
» fábricas;
» maciços investimentos na educação, voltada para qualificação da mão-de-obra;
» abertura (tecnologia e produtos estrangeiros);
A Constituição de 1889 estabeleceu que o Imperador seria o chefe (sagrado e inviolável), e também a Dieta (Parlamento).
Por conta dessas políticas modernizantes implantadas pela Era Meiji o Japão passou por um vertiginoso processo de industrialização, mas enfrentava problemas estruturais, como escassez de energia e matérias-primas, e limitado mercado interno.
Para suprir esses problemas o Japão se lança a busca de novos territórios, principalmente na Ásia e Pacífico, investindo maciçamente em seu fortalecimento militar.
Ocupa Taiwan com a vitória na Guerra Sino-Japonesa (1894-1895); Em 1910, anexa a Coréia ao seu território; Em 1904-1905, tomam as Ilhas Sacalinas, até então território russo, com vitória na guerra contra a Rússia. Em 1931, ocupam a Manchúria (território chinês) e implantam Manchukuo, em 1934, estabelecendo um Estado Fantoche sob o governo de um ex-imperador chinês destituído pela adoção da República.
Em 1937 inicia uma confrontação total com a China, por conta dessa política expansionista, que estende-se até a 2ª Guerra Mundial, mas essa política irá causar grande destruição do Japão que sai derrotado da Guerra.
Em 1941, o Japão ataca de surpresa a base naval de Pearl Harbor (Havaí) superestimando seu poderio militar e antecipando a entrada dos EUA na guerra que acaba o derrotando.
Em resposta, em 1945 os EUA lançam as bombas atômicas sobre Hiroxima e Nagasáqui. A única saída do Japão é render-se, fato que acontece com a assinatura, em setembro de 1945, da rendição do Japão. Essa rendição torna-se símbolo da superioridade tecnológica e militar norte-americana.


RECONSTRUÇÃO INDÚSTRIAL APÓS A 2° GUERRA MUNDIAL
O Japão prosperou muito após a Segunda Guerra Mundial, ocasião em que o país foi parcialmente destruído; para tanto, contribuíram para os seguintes fatores: ajuda militar e financeira dos Estados Unidos (o Plano Marshall foi só para a Europa); política de controle populacional; prioridade à educação e ao domínio da tecnologia; produção voltada para a exportação.Após a Segunda Guerra Mundial o Japão renunciou à postura imperial e militarista, inserindo-se nas relações internacionais através de uma aliança subordinada com os Estados Unidos (especialmente durante a Guerra Fria), país que possui grandes bases militares em território japonês. Não se deve esquecer que o "império do sol nascente" foi o único país do mundo a sofrer um bombardeio nuclear, e isto fez com que a elite nipônica jamais houvesse pensado novamente em seguir uma linha independente. Assim, se desenha outra característica das relações internacionais do país, centradas especialmente no plano econômico, também em associação com os EUA, nação em grande parte responsável pelo crescimento econômico japonês.O Japão chegou a ser apontado como sucessor dos EUA como primeira potência mundial. Mas esta análise desconsidera o fato de que o país é vulnerável em termos de matérias primas e energia e depende dos EUA. Contrariando as expectativas otimistas, no início dos anos 1990 a “bolha especulativa” explodiu, com uma desvalorização dos ativos japoneses e uma estagnação econômica surpreendente (crescimento de apenas 1% ao ano desde 1990). Enquanto isto, a China crescia quase dez vezes mais, estando atualmente em vias de ultrapassar o Japão como segunda potência econômica, além do fato de Pequim ter assento no CS da ONU como membro permanente, indústria aeroespacial, armas nucleares e uma força militar autônoma, fatores que Tóquio( a cidade mais populosa do mundo) não possui.
Na primeira metade dos anos 1990 o consenso político doméstico desmoronou e o país simplesmente não consegue definir um novo equilíbrio interno, nem definir uma política externa. Por um lado, há os que desejam manter a aliança com os EUA, dentro de uma estratégia antichinesa, o que tem sido a tendência do governo Koisumi. Outros, contudo, consideram que o fim da Guerra Fria e a crescente integração entre as economias do leste asiático fazem com que uma aliança com a China e a inserção regional seja o caminho futuro. Um grupo menor, saudosista, deseja um Japão independente, armado e buscando seus interesses isoladamente. O processo de tomada de decisões em política externa é extremamente fragmentado no Japão, com agências governamentais concorrendo entre si, além do papel das grandes companhias. Assim, o país arrisca ser colocado no centro da estrutura de poder mundial, sem ter definido seus interesses, apenas seguindo diretrizes norte-americanas. Isto tudo alimentado pela estagnação econômica e a regressão demográfica (a população está em declínio). Desta forma, a elite japonesa necessita identificar seus objetivos diplomáticos, o que provavelmente só ocorrerá em decorrência de algum acontecimento mundial impactante, que obrigue o país a reagir.
DISTRIBUIÇÃO DAS INDÚSTRIAS

A industrialização no Japão teve inicio em 1880, onde predominavam as indústrias têxteis.A partir do início do séc. XX, começaram a investir nas indústrias de base. Em 1901 foram construídas as primeiras metalúrgicas pelo governo de Iawata. E , logo após, investiram nas indústrias de bens de consumo. Ocorreram alguns avanços tecnológicos.
Apesar de todo esse progresso, o Japão é muito dependente de matéria-prima internacional, pois o país possui pouca jazida de minério e as reservas de combustível fóssil são insuficientes.
Para compensar as despesas com importações e as limitações do mercado interno, o Japão passou a exportar mais produtos industrializados e importar produtos primários.
O parque industrial japonês está localizado próximo de grandes portos, nas planicies litorâneas, onde estão as maiores aglomerações urbano-industriais, porque o solo era próprio para o plantio de arroz.
Outra aglomeração se encontra no eixo Tóquio- Osaka. Nessa região se concentra cerca de 85% da produção do país, sendo Tóquio e Osaka as principais responsáveis por cerca da mertade dessa produção.

O Japão é o maior fabricante de produtos industrializados e nele está sede de várias corporações multinacionais do planeta: Honda e Toyota.
Ele é um dos líderes em novas tecnologias e nele há vários centros de pesquisas e muitas indústrias de alta tecnologia.
A Cidade da Ciência de Tsukuba é o principal tecnopolo japonês e um dos mais importantes do mundo. Ali se instalaram vários centros de pesquisas governamentais. Hoje existem 46 institutos de educação e pesquisa em funcionamento.
Outro tecnopolo é o Kansai, que abrange os municípios de Kyoto, Osaka e Nara e é a segunda região mais industrializada do Japão.
O Japão é líder mundial na robótica. Porém, com a crise de 1990, os robôs vem perdendo terreno desde 1998. Mas com a utilização dos robôs em várias indústrias principalmente na automobilistica, ocorreu um grande aumento na produção e na venda deles, fazendo com que aumentasse a competitividade. No Japão há mais de 200 empresas de robôs.
Andando sempre em grandes grupos econômicos, o Japão, após Segunda Guerra Mundial, conseguiu conquistar um lugar no mercado exterior.
Em 1990, houve a crise japonesa, que é consequência dos sucessos nos anos anteriores, pois acumuaram grandes riquezas e os bancos começaram a fazer empréstimos sem critérios e acabavam não recebendo de volta, o que levou muitos bancos e empresas a falência.
Com isso, a população começou a reduzir o consumo, o que aumentou a taxa de poupança interna e dificultou a retomada do crescimento econômico.
Postado por: Daiane e Renata Francielle ;

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